Rota Verde marca nova etapa da logística sustentável no setor sucroenergético

Demos mais um passo importante na nossa jornada de inovação e sustentabilidade com o lançamento do Projeto Rota Verde, uma iniciativa da área de Logística que integra transporte rodoviário, movido a gás natural e biometano, e ferroviário para o escoamento de açúcar destinado à exportação, representando um marco para a logística sustentável no setor sucroenergético brasileiro.

Desenvolvido em parceria com a Necta, a Transvale e a Rumo, o projeto foi concebido para transportar cerca de 350 mil toneladas de açúcar por ano da nossa unidade Santa Cruz até o Porto de Santos, combinando eficiência e redução significativa de impactos ambientais. A operação funciona de forma integrada: o açúcar é carregado na nossa unidade Santa Cruz e transportado por caminhões até o terminal de transbordo da Rumo, em Itirapina (SP). De lá, segue por ferrovia até os terminais portuários de Santos para exportação.

A origem da Rota Verde está diretamente ligada à inauguração da nossa planta de biometano, ocorrida em agosto de 2025 na unidade Santa Cruz. Com investimento de R$ 250 milhões, a estrutura abriu caminho para uma nova etapa na estratégia da Companhia de ampliar o aproveitamento energético da cana-de-açúcar e transformar resíduos do processo sucroenergético em combustível renovável.

Inicialmente, a operação utiliza caminhões movidos a gás natural, com previsão de migração futura para o uso de biometano. O diferencial da Rota Verde é justamente a integração entre a produção desse combustível renovável e a cadeia logística de transporte, fortalecendo o conceito de economia circular.

A construção desse modelo contou com a atuação integrada de diferentes parceiros. Enquanto produzimos o biometano, a Necta é responsável pela infraestrutura de distribuição e conexão energética, a Transvale opera os caminhões e a Rumo realiza o transporte ferroviário até o Porto de Santos. Juntas, as empresas estruturaram uma solução inovadora, eficiente e alinhada aos desafios da descarbonização.

Entre os principais benefícios da iniciativa estão os ganhos ambientais. Segundo estudo de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, a Rota Verde poderá reduzir em até 87% as emissões de gases de efeito estufa em comparação a operações equivalentes movidas a diesel.

Além disso, a operação também apresenta ganhos de eficiência econômica. Caminhões movidos a biometano podem gerar economia próxima de R$ 1 por quilômetro rodado em relação aos veículos movidos a diesel. Ao mesmo tempo, a combinação entre os modais rodoviário e ferroviário favorece ganhos de escala, previsibilidade logística e competitividade do transporte.

A Rota Verde está diretamente conectada à nossa estratégia ESG e ao nosso compromisso com a transição energética, com a economia circular e com a redução de emissões. Ao unir inovação tecnológica, viabilidade econômica e desempenho ambiental, fortalecemos nosso papel na transição para uma economia de baixo carbono e ampliamos o potencial de aproveitamento sustentável da cana-de-açúcar.

*Conteúdo interno São Martinho. Proibida a divulgação em redes sociais.

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